34 anos
Márcia Abreu
Deputado se arrepende de votar projeto de salário na Educação
Fotos: Jornal Opção
Deputado Carlos Antonio: confissão de arrependimento sobre
votação vai para a rede mundial de computadores

Vídeo que mostra o deputado estadual governista Carlos An­tonio (PSC) pedindo desculpas por ter votado com o governo e contra a educação rendeu burburinhos na rede social. O vídeo de quase 15 minutos que expõe conversa do deputado com cerca de 120 professores foi postado na segunda-feira, 13.

No final do ano passado, Carlos Antônio votou junto com os deputados da situação a favor de mudanças no Plano de Car­gos e Salários dos professores estaduais. As modificações não agradaram a classe e os professores de Anápolis, base eleitoral de Carlos Antonio, pressionaram o deputado.

No vídeo, Carlos Antonio a­lega que nunca fora procurado pelos professores antes e que, portanto, não teria como saber que a matéria teria consequência ruim. De acordo com ele, o secretário estadual de Educação, Thiago Peixoto (PSD), afirmou aos deputados em audiência na Assembleia Legis­lativa que “a consequência não seria grave porque os professores teriam vantagens no salário do mês de janeiro.”

O governista afirmou aos mais de cem professores que passou as últimas semanas preocupado com a questão e que por isso nem foi ao estádio de futebol no domingo, 12, assistir partida do Anapolina. Relatou que votou a favor do projeto porque confiou no governo e indagou: “Vocês, que são liderados pela Sintego [Sindicato dos Tra­balhadores de Educação do Es­tado de Goiás], são pautados a fa­zer X, vão fazer Y?” Alguns professores concordaram, outros não.

Em seguida, o deputado questionou a posição do Sintego, dizendo que os professores deveriam ter procurado também parlamentares da situação, em vez de buscar apenas deputados oposicionistas. “Eu assumo meu erro, reconheço porque hoje estou vendo a gravidade”, declarou, sob aplausos.

Carlos Antonio fez uma proposta aos professores: “Tenho conversado com mais três deputados da situação, portanto, somos quatro. Podemos chegar a oito. Se vocês entenderem que é importante, reuniremos este grupo e iremos ao governador fazer uma proposta que parta de vocês. Qual caminho devemos percorrer para que não continuem com as perdas que lhes foram proporcionadas por esse projeto?”, indagou.

Carlos Antônio garantiu aos professores ser aliado deles. Se­gundo o deputado, se o governador Marconi Perillo (PSDB) man­dá-los (situação) votarem a favor de projetos considerados ruins pela educação ele não votará. “Ao contrário, ficarei com a educação.” Ainda segundo o deputado, no vídeo, seu trabalho agora é fazer com que o que foi aprovado na AL seja revertido de alguma forma para o bem dos professores. “Do jeito que está não dá. Eu concordo plenamente com vocês e por isso vim aqui”, finalizou.

Questionado pela colunista se conseguiu reunir os oito deputados de situação e se fez alguma coisa para reverter a situação dos professores, o deputado declarou que um primeiro passo foi dado. “[Os professores] aplaudiram a fala de Vilmar Rocha [secretário de Casa Civil] na AL. Creio que concordaram com o que ele dis­se. Ou seja, abriu-se uma porta de diálogo.”

Vilmar foi à Assembleia representar o governador. Segundo o deputado Carlos Antonio houve uma negociação nos bastidores para que a greve seja finalizada e os benefícios recuperados.

Os professores ainda estão em greve. Eles aguardam acordo com o governador e posicionamento da Justiça que dirá se a paralisação é ilegal ou não.

“Estão banalizando moção de repúdio na Câmara”

O vereador Fernando Cunha Neto (PSDB) considera que a Câmara de Anápolis está banalizando a moção de repúdio na Casa. O tucano refere-se ao fato de alguns vereadores terem assinado moção de repúdio ao secretário estadual de Segurança Pública, João Furtado. Se for assim, opina o vereador, é preciso assinar moção de repúdio ao deputado federal Rubens Otoni (PT). Fernando Cunha lembra que, diariamente, ocorrem acidentes graves onde era parar ser o viaduto do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). De acordo com ele, o único deputado federal da cidade nada faz para agilizar o processo. A situação diz que o vereador está com “dor de cotovelo” porque Furtado é do PSDB.

Reflexos da greve

A greve na educação em Goiás têm reflexos em vários municípios. Em Anápolis, políticos tucanos e governistas têm sido duramente criticados. Uma professora, que não quer se identificar, questiona posicionamento do deputado estadual Carlos Antonio (PSC), de ter votado contra os professores. Ela credita a situação precária da educação pública no Brasil aos governos do PSDB, esquecendo-se que em Estados e cidades governados pelo PT não é pago o piso para os professores, ao contrário de Goiás.

Pepista é homenageado

Aprovado na Câmara Mu­nicipal projeto de Lei que nomina o novo centro de lazer que será construído em Anápolis como Praça José de Oliveira Neto. Mais conhecido como “Zezinho Indaiá”, o pepista foi candidato a vereador em 2008, mas não conseguiu se eleger. O projeto é do vereador João Feitosa (PP). A praça será construída na Rua Monte Azul, no bairro Alto da Bela Vista.

- Vista
Projeto do Executivo, que altera dispositivos de Lei Complementar referente à tabela de cargos e grupos ocupacional e operacional, passou pela Comissão de Constituição e Justiça, mas com emendas. O líder do prefeito na Casa, Sírio Miguel, pediu vista.

- Estudo
PSDB estuda nomes para substituição ao pré-candidato Alexandre Baldy, secretário de Indústria e Comércio, em caso de desistência. O trabalho não é fácil.

- Aspirante
O PSB de Sírio Miguel aspira a vice do prefeito Antônio Gomide (hoje com o petista João Gomes), cotada para ser do PMDB.

- Rodovias
É grande o movimento nas rodovias federais que cortam Anápolis, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Muitos foliões se deslocam para as cidades turísticas próximas à Capital industrial.

- Recomendação
A PRF recomenda que os motoristas não ingiram bebidas alcóolicas antes de pegar a estrada e redobrem os cuidados nas rodovias.

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