Marquinhos Marques
Marquinhos Marques

Ex-funcionário faz acusações delirantes envolvendo coação para adesivar carros no DF

Nesta semana, assisti a uma matéria um pouco curiosa que dizia que servidores do DF estavam sendo “coagidos” pelo administrador do Núcleo Bandeirante, Roosevelt Vilela, a colocarem adesivos em seus carros.

Me pergunto por quem tal “reportagem” fora encomendada. Afinal, sempre foi prática comum da militança ligada a padrinhos políticos colocarem adesivos e se manifestarem em favor do governo. Fica a pergunta: é diferente em Ceilândia, Taguatinga, Brasilândia, Gama, Recanto das Emas, Sobradinho, no Palácio dos Buritis ou no Congresso Nacional? E mais, trata-se de crime eleitoral adesivar o próprio carro? A própria reportagem diz que não.

Vejamos: qual é o critério para ser contratado para um cargo de confiança? Seleção por meio de prova? Currículo? Melhores qualificações? Evidentemente, não. Estamos falando de um cargo político, com natureza estritamente política. Oras, quer dizer que os servidores “coagidos” ocupavam cargos políticos sem conhecimento e foram vítimas do administrador que teria exigido a afixação do adesivo. Chega a ser delirante.

Para mim, trata-se de um ex-funcionário frustrado por ter sido demitido querendo sua vingança pessoal. Quando este foi ao administrador pedir para ser contratado, aposto que se autopromoveu não só com base em suas qualificações profissionais, mas também prometeu ser leal e a defender o projeto político em questão. Precisamos tomar cuidado, pois, em tempos de delação premiada, todo funcionário demitido ou insatisfeito vira delador. Colocar adesivo no carro virou coação? Não mesmo.

Deixe um comentário

wpDiscuz