Euler de França Belém
Euler de França Belém

Livro conta a história de uma das mais importantes livrarias de Paris, a da Rua do Odéon

Livrarias são templos pagãos e a de Adrienne Monnier conquistou a intelectualidade francesa. James Joyce circulava por lá e a editora publicou “Ulysses”

Divulgação

Livrarias são templos pagãos, mas não só para ímpios. São casas democráticas — um lugar de e para todos. Contar suas histórias é o que há de mais interessante, porque é falar da vida, da cultura, do cotidiano. Em Paris, durante 36 anos, de 1915 a 1951, La Maison des Amis des Livres, de Adrienne Monnir, encantou os franceses e leitores de vários países que visitavam a França em busca de divertimento, conhecimento, criatividade, livros e, sim, de uma atmosfera cultural inspiradora. A livraria recriou a Rua do Odéon, tornando-a famosa, icônica.

A livraria de Adrienne Monnier, mulher de vasta cultura, atraía escritores e intelectuais, como o filósofo alemão Walter Benjamin, o escritor irlandês James Joyce e os escritores franceses Paul Valéry, André Gide, Jean Cocteau e André Breton. Entre vários outros. La Maison des Amis des Livres era, claro, uma livraria — sem deixar de ser, como El Ateneo em Buenos Aires, um ponto turístico dos mais requestados.

Adrienne Monnier mantinha, além da livraria, uma editora. Ela publicou o romance “Ulysses”, de Joyce, em 1929. Era a primeira edição da obra — de 1922 — em francês.

Para conhecer um pouco mais da história da livraria-editora chega ao Brasil o livro — com capa belíssima — “Rua do Odéon” (Autêntica, 240 páginas, tradução de Julio Castañon Guimarães), de Adrienne Monnier. Merece figurar em qualquer lista, penelopiana, dos leitores patropis, como o jornalista e escritor Iúri Rincón Godinho e o crítico literário Marcelo Franco, um pedronavista de primeira linha, que, um dia, nos dará um delicioso livro de memórias…

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