Euler de França Belém
Euler de França Belém

Biografia trata Putin como perigoso para os Estados Unidos

Espécie de criminoso de Estado, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, joga pesado contra os adversários

Correspondente do “New York Times” por 26 anos, sete deles na Rússia, o jornalista Steven Lee Myers escreveu uma biografia alentada de Vladimir Putin, o presidente todo-poderoso da Rússia. Ex-KGB — diz-se, no país de Púchkin e Tolstói, que, uma vez KGB, sempre KGB —, que manda matar seus adversários políticos e empresariais mais proeminentes.

Steven Lee Myers sugere, em “O Novo Czar — A Ascensão e o Reinado de Vladimir Putin”, que, ao contrário do que sugere a diplomacia de Donald Trump (a despeito de que tenha chamado o presidente russo de “assassino”, no que está coberto de razão), o chefão é perigoso para os Estados Unidos.

Embora não seja um outsider, porque dirige uma potência nuclear, com um exército ainda muito forte, Putin comporta-se como tal. A forma como liquida adversários políticos, matando-os de maneira brutal, às vezes por envenenamento, esconde outro fato: como estadista é uma grande ameaça. Pode, se quiser, armar inclusive organizações terroristas.

A União Soviética — a Rússia, que sempre se julgou “a” URSS, segue pelo mesmo caminho com Putin — era especialista em matar supostos adversários e inimigos políticos com o uso de veneno. O livro “O Laboratório dos Venenos — A Indústria do Assassinato Político na Rússia de Lênin a Putin” (Nova Fronteira, 302 páginas, tradução de Márcia Atálla Pietroluongo), de Arkadi Vaksberg, mostra como agem os políticos da terra de Púchkin, Liev Tolstói e Tchekhov: assassinam pessoas sem o mínimo pudor.

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