Vilelistas e iristas concordam que Daniel Vilela será o candidato do PMDB a governador

Mas os iristas avaliam que o vilelismo deveria apoiar Ronaldo Caiado para governador e indicar o vice

Fotos: Agências Câmara e Senado

O Jornal Opção consultou dez peemedebistas, basicamente iristas e vilelistas, e perguntou sobre qual é o nome mais forte do PMDB para o governo do Estado.

Os vilelistas, sem exceção, disseram que o candidato do PMDB a governador será Daniel Vilela. Eles afirmam que o jovem deputado federal fez um trabalho de base em todo o Estado e, mesmo com os problemas da Odebrecht, ainda é visto como o nome da renovação. “Não há mais como trocá-lo, exceto se não quiser disputar o pleito.”

Perguntados se José Nelto e Adib Elias são alternativas, todos disseram que “não”. Maguito Vilela poderia ser o candidato? A maioria avalia que se trata de um postulante forte, mas que não parece motivado. Um dos entrevistados produziu uma frase espirituosa: “Maguito quer ser governador, mas não quer ser candidato”. Tradução: o veterano peemedebista de quase 70 anos não quer passar pelo desgaste de uma campanha e, sobretudo, avalia que a vez é de seu filho, Daniel Vilela, que, este sim, “estaria motivado”.

Os vilelistas concluem que, ao menos no momento, “‘ruim’ com Daniel Vilela, mas muito pior é não ter o deputado como postulante”. Em síntese, o jovem peemedebista é mesmo a aposta do vilelismo. Fora Maguito Vilela, não há outra alternativa. É o que afiançam os vilelistas.

Os iristas, especialmente os menos históricos, admitiram que Daniel Vilela é o nome mais forte, porque “motivado” e disposto a disputar o governo. “Resta saber se o problema da Odebrecht não enfraqueceu seu projeto”, afirma um irista dos mais jovens. Eles frisam que o deputado federal é o “mais forte” porque controla o PMDB — “90% dos diretórios” — e tem o apoio de Maguito Vilela, político que atravessa um bom momento.

Mas os iristas mais próximos de Iris Rezende, os que ouvem e seguem suas orientações, avaliam que, embora esteja na pole position, “não é a hora certa” para Daniel Vilela disputar o governo de Goiás. Eles aceitam que se trata de um “bom nome”, com certa consistência. Mas avaliam-no como “ainda pouco experiente” e, portanto, poderá ter dificuldade para debater com raposas como Ronaldo Caiado e um político mais experimentado, especialmente do ponto de administrativo, como José Eliton (eles lembram que o tucano estará no poder em 2018, com a provável saída do governador Marconi Perillo para disputar o Senado ou um cargo em nível federal).

Os iristas sugerem que o “problema mais grave” é que, ao se lançar candidato, Daniel Vilela divide as oposições. Noutras palavras, estão dizendo que o peemedebista deveria compor com Ronaldo Caiado, aceitando a vice ou disputando o Senado. Os iristas admitem, porém, que dificilmente terão condições de convencê-lo a compor com o senador do DEM no primeiro turno.

Quanto ao PT, os iristas frisam se trata de um “partido morto” e que os partidos que ficarem perto serão “altamente contaminados”. “O PMDB goiano só não abandonou o PT porque acredita que, se não conseguir uma composição com o DEM de Ronaldo Caiado, terá de buscar o apoio do deputado federal Rubens Otoni e do vereador Antônio Gomide, a banda boa do partido em Goiás. Mas não dá para imaginar um palanque que inclua tanto Iris Rezende, do PMDB, quanto Paulo Garcia, do PT. Perderíamos o discurso em Goiânia, pois o ex-prefeito é alvo das nossas principais críticas, por ter abandonado a cidade ao deus-dará”, afirma um ex-deputado.

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Maguito sonha governar o Estado tendo Daniel Vilela como seu representante. Difícil será convencer o eleitorado de que esse arranjo familiar beneficiaria Goiás. Bola fora.

Se o tal de Gomide é da banda boa, nem quero conhecer a podre kkkk

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