Daniel e Maguito Vilela devem seguir com o PT de Antônio Gomide e o irismo com Ronaldo Caiado

Armagedom da Lava Jato empurra Ronaldo Caiado pra compor com o irismo e os Vilelas pra compor com Rubens Otoni e Gomide

Daniel Vilela e Antônio Gomide versus Ronaldo Caiado e Iris Araújo: os dois primeiros provavelmente não vão se misturar com os dois últimos

As últimas informações da Operação Lava Jato, baseadas nas delações dos chefões da Odebrecht, notadamente Emilio e Marcelo Odebrecht, pai e filho, provocaram um terremoto no quadro político do país. Nas oposições, há um novo divisor de águas. Recentemente, os Vilelas — Maguito e Daniel, pai e filho —, os iristas (leia-se Iris Rezende e Iris Araújo) e o senador Ronaldo Caiado “assinaram” um armistício, com o indicativo de que pesquisas poderiam definir o nome do candidato das oposições em 2018. O aspecto de conto de fadas era e é evidente, mas até um encontro, no escritório político do deputado estadual José Nelto — danielista —, ocorreu para sacramentar a, digamos, ilusão.

Na semana passada, ante a hecatombe chamada delação premiada da Odebrecht, conhecida como “do fim do mundo”, o castelo de areia da união das oposições ruiu. Aliados de Ronaldo Caiado, notadamente no PMDB, plantaram nota num jornal sugerindo que o senador do DEM havia se fortalecido devido ao fato de um ex-executivo da empreiteira ter revelado que havia “doado” dinheiro tanto ao ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela quanto ao deputado federal Daniel Vilela. O jornalista que redigiu a nota confidenciou a um repórter que a “informação” havia sido repassada por um irista. A mensagem era: os Vilelas foram “destroçados” pela Lava Jato e, portanto, o PMDB deve apoiar Ronaldo Caiado para governador. Trata-se de uma clara confusão entre desejo e realidade.

O quadro, na verdade, parece ser outro. Daniel e Maguito Vilela, longe de se afastarem do processo — depois de um round em que quase foram nocauteados —, possivelmente perceberam com quem de fato podem contar. Com o irismo, dado o teor da nota plantada, não é possível. Porque o irismo fechou, em definitivo, com Ronaldo Caiado. O mais provável, salamaleques à parte, é que Iris Araújo, mulher de Iris Rezende, figure inclusive na chapa do presidente do partido Democratas como candidata a senadora — ao lado do vereador Jorge Kajuru, do PRP. A tendência é que Iris Rezende não saia do PMDB, mas, mesmo assim, apoie Ronaldo Caiado. Quem deve sair — se o irismo não retomar o controle — do partido é Iris Araújo.

Os Vilelas, que mandam no PMDB e não vão entregá-lo para o irismo, estão decididos a lançar um candidato a governador, com o objetivo de manter a hegemonia política. Para tanto, com Ronaldo Caiado se distanciando — quiçá por considerar os Vilelas como lavajatistas —, certamente vão procurar apoio noutras paragens. Daniel Vilela está de olho grande não no PT, partido que os políticos chamam de “finado” — está na fase do velório, mas o enterro é iminente —, e sim no passe de dois políticos petistas, o deputado federal Rubens Otoni e o vereador Antônio Gomide. Resta saber se os dois, depois de uma provável prisão de Lula da Silva, aceitam sair do PT e se filiar noutro partido. Antônio Gomide é o vice cobiçado por Daniel Vilela.

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Tomara que saia Daniel e Gomide! Assim o tal de Gomide perderá mais uma kkkkkk

No cenário nacional atual, a tradicional aliança PSDB-DEM deve apresentar a chapa Dória/Caiado, presidente e vice, respectivamente.
Por outro lado, Daniel Vilela com o apoio do PT deverá apoiar Lula presidente.
Quem ganha é a população – que poderá eleger José Eliton governador, livrar-se do que há de pior no PMDB e ver o PT derrotado, em Goiás e no Brasil.

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