Violência: mais de 200 feridos em manifestação de professores no Paraná

No Paraná, professor  que manifesta é tratado com bala | Foto: Gabriel Rosa/SMCS

No Paraná, professor que manifesta é tratado com bala | Foto: Gabriel Rosa/SMCS

Mais um dia triste para a Educação no Brasil. Ao menos 200 pessoas ficaram feridas durante manifestação na tarde da última quarta-feira, 29, em frente ao prédio da Assembleia Legis­lativa do Estado de Paraná, em Curitiba. Servidores estaduais protestavam contra o projeto de lei que altera a fonte de pagamento de mais de 30 mil beneficiários para o Fundo Previ­denciário do Estado.

O tumulto teve início por volta das 16 horas, quando milhares de manifestantes, na tentativa de entrar na Casa de leis, ameaçaram ultrapassar a barreira humana feita por policiais em frente ao prédio. Os agentes, por sua vez, responderam com bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e spray de pimenta.

Nas cenas, que mais pareciam um campo de guerra, foi possível assistir à lamentável situação: pit bulls atacando manifestantes, tiros sendo disparados, pessoas pisoteadas, gritos e sangue. Muito sangue.

Os deputados paranaenses votaram naquele dia, em segunda e última votação, o projeto de lei que promove alterações no custeio do Regime Próprio da Previdência Social dos servidores estaduais. Com isso, o governo deixa de pagar sozinho mais de 30 mil aposentadorias e divide a conta com os próprios funcionários. Aprovada, a medida resulta em uma economia de mais de R$ 125 milhões mensais ao tesouro estadual. A situação econômica do Paraná não é nada boa, mas a atuação do governador Beto Richa (PSDB) consegue ser pior. Mesmo após o episódio, o tucano, que foi reeleito em primeiro turno no ano passado, voltou a dizer que não eram servidores que estavam no protesto e, sim, integrantes da CUT, MST e até black blocs. Justificou e afiançou a ação da polícia, dando um verdadeiro show de, no mínimo, falta de inteligência política. Paranóico, Richa segue a linha da presidente Dilma e acusa opositores de “golpe”.

Ana Carla Abrão anuncia mais “arrochos”. Economia vai mal | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Ana Carla Abrão anuncia mais “arrochos”. Economia vai mal | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Governo de Goiás parcela salário de servidores e culpa crise

“De fato, temos uma crise instalada.” A frase da secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, ex­plica a decisão do Governo de Goiás de parcelar os salários dos servidores estaduais.

Em nota divulgada na noite da última terça-feira, 28, a administração Marconi Perillo (PSDB) justificou a mudança pela queda nas receitas do Estado. Sendo assim, os pagamentos de todo o ano de 2015 serão feitos em duas parcelas.

A primeira, 50% do vencimento, será efetuada no último dia útil do mês — na data que o governo costuma pagar os servidores integralmente.
A segunda parte, será feita até o quinto dia útil do mês seguinte, conforme permite a legislação. Foi espalhada, via redes sociais, uma suposta notícia de que a Secretaria de Planejamento iria parcelar o salário de abril em três vezes. No entanto, o governo desmentiu o boato logo em seguida.

Mais um brasileiro é fuzilado na Indonésia

O governo da Indonésia executou o brasileiro Rodrigo Gularte, 42, na última terça-feira, 28. Con­denado por tráfico de drogas, ele e mais sete prisioneiros foram fuzilados na ilha de Nusakambangan.

Diagnosticado com esquizofrenia paranoide no ano passado, o paranaense foi sentenciado à morte em 2005, um ano após ser preso no aeroporto de Jacarta com 6 kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe.

A família de Gularte tentou, sem sucesso, alegar que os traficantes o haviam aliciado, aproveitando de sua instabilidade mental. O brasileiro foi velado e enterrado em sua terra natal, Curitiba (PR), como havia pedido antes de sua morte.

Tiago Henrique diz ter sido “coagido” a assumir crimes

Quebrando uma rotina de silêncio nas audiências dos processos que apuram os homicídios de que é suspeito, o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha falou ao juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, na última terça-feira, 28.

Em depoimento marcado por contradições e respostas curtas, ele chegou a afirmar que não foi o responsável por 39 assassinatos ocorridos em Goiânia nos últimos dois anos, conforme noticiado.

O suposto serial killer sugeriu também que confessou vários homicídios sob coação. Ao ser questionado sobre quem o teria coagido, ele afirmou que foram “homens da delegacia”.

As afirmações vêm após laudos periciais terem confirmado pelo menos 16 assassinatos de autoria do vigilante e Junta Médica do TJGO ter definido que ele é imputável.

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Jovem é resgatado após 32 dias em cativeiro

O jovem Paulo Antônio Batista foi resgatado no último domingo, 26, após ficar em poder dos sequestradores por 32 dias. A vítima estava acorrentada a um bloco de concreto em um pequeno banheiro em uma fazenda de Goianira. Paulinho foi sequestrado por um grupo de quatro pessoas na Fazenda Jabo­ticabal, na cidade de Nova Fátima, no último dia 26 de março.

Quando a Polícia Civil o encontrou, o jovem estava sozinho e a família, proprietária da fazenda, teria pagado R$ 216 mil pela liberação. O delegado responsável pelo caso não confirmou o valor, mas revelou que o chefe da quadrilha, Fábio Ferreira da Silva, que está foragido, já teria participado de outro sequestro.

Delegado Waldir contra bebidas alcoólicas e motéis

O deputado federal Delegado Waldir (PSDB) quer acabar com as propagandas de bebidas alcóolicas, motéis e casas noturnas no Brasil.

Em Projetos de Lei apresentados na Câmara Federal, o tucano pede que fiquem proibidas a divulgação de tais produtos em qualquer meio de comunicação — inclusive, na internet. Além disso, peças publicitárias com mulheres “seminuas”, usando apenas lingerie, devem ser banidas.

De acordo com o representante de Goiás, o álcool é um problema de saúde pública nacional que vem “acarretando muitos outros” à sociedade. Waldir critica ainda a banalização do “erotismo” nos veículos de comunicação e defende que as leis auxiliariam no combate à prostituição, haja vista que não existe, hoje, uma “maneira para lidar com a disseminação” da atividade.

Tudo em defesa da moral, dos bons costumes e da família.

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