Ministros em Goiânia: Joaquim Levy e Aldo Rebelo participam de eventos

Levy: no Confaz, com Marconi e Ana Carla; e no Fórum, com Aldo | Foto: Eduardo Ferreira

Levy: no Confaz, com Marconi e Ana Carla; e no Fórum, com Aldo | Foto: Eduardo Ferreira

Os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Aldo Rebelo (Ciên­cia e Tecnologia) estiveram em Goiânia na última sexta-feira, 10. A convite da secretária Ana Carla Abrão (Sefaz), Levy participou da primeira reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Na ocasião, o ministro garantiu que nos próximos dias estará em contato constante com os Estados para que se consiga os três pilares que devem acabar com a guerra fiscal interestadual — consenso para a redução e unificação das alíquotas, convalidação dos benefícios fiscais já concedidos e a criação do fundo compensatório. “Vamos resolver esse impasse e colocar o Brasil na rota do investimento, destravando isso”, e completou: “A União não vai virar as costas para os Estados”.

No entanto, não há previsão de quando novas medidas serão tomadas para resolver o problema — que se arrasta por décadas. Sobre a convergência das alíquotas, por exemplo, Levy explicou que um fundo para amortizar as possíveis perdas de alguns Estados — que chamou de mais “frágeis” — deve ser discutido depois do acordo de convergência entre os Estados. “Talvez seja prematuro fixar nesse momento fórmulas específicas, quando todo mundo tem plena noção da realidade fiscal do Brasil”, ressaltou. A falta de consenso entre os Estados ficou evidenciada nos discursos dos responsáveis pela Fazenda de São Paulo e do Espírito Santo.

Já o ministro Aldo Rebelo participou de uma audiência pública na Câmara Municipal, quando recebeu demandas de deputados goianos. Após a reunião, seguiu para o 3º Fórum Brasileiro da Indústria de Ali­mentos, quando se encontrou com Levy e o governador Marconi Perillo (PSDB). No evento também era esperada a participação da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que acabou por cancelar sua vinda.

 

Professores municipais anunciam greve

Parece que o prefeito Paulo Garcia (PT) não terá sossego até o dia que deixar o Paço Municipal.
Na última quinta-feira, 9, professores da rede municipal de Goiânia anunciaram que entrarão em greve a partir desta terça, 14.

Entre as reivindicações, estão algumas velhas conhecidas do petista, como o pagamento da data-base retroativa, a titularidade e progressões. Além disso, a classe ainda protesta contra o projeto de reforma administrativa que propõe a diminuição do quinquênio (pago aos servidores após cinco anos) de 10% para 5%.

Como uma prévia do que está por vir, servidores protestaram naquela noite em frente ao prédio de Paulo Garcia. Crise à vista.

 

Controversa Lei da Terceirização passa na Câmara Federal

Por 324 votos favoráveis a 137 contrários, com duas abstenções, a Câmara Federal aprovou, na noite da última quarta-feira, 8, o projeto que regulamenta a terceirização (PL 4330/14). Na sessão, apenas o texto principal do projeto foi votado, sendo que os destaques deverão entrar em pauta somente na próxima terça-feira, 14.

Polêmico, o projeto autoriza a terceirização para todas as áreas de empresas. Atualmente, a Justiça do Trabalho limita a subcontratação a áreas-meio e serviços especializados. O texto também regulamenta obrigações de empresas contratantes e terceirizadas.
Dos 17 deputados federais goianos, 16 votaram a favor da PEC.

 

Sem Simve, Marconi quer banco de horas e novo concurso na PM 

Governador Marconi Perillo diz não temer falta de policiais nas ruas | Foto: Eduardo Ferreira

Governador Marconi Perillo diz não temer falta de policiais nas ruas | Foto: Eduardo Ferreira

O governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou, com exclusividade ao Jornal Opção, na última sexta-feira, 10, que o governo busca alternativas à recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a imediata demissão dos policiais do Serviço de Interesse Militar Voluntário de Goiás (Simve).

Antes da abertura do 3º Fórum Brasileiro da Indústria de Alimentos, o tucano explicou que uma delas é a criação de banco de horas para os militares, que seria aplicado “imediatamente”. “A população não vai sofrer com a falta de policiais nas ruas. Embora fosse um projeto importante, procuraremos caminhos para supri-lo”, garantiu.

Marconi admitiu ainda que há sim a possibilidade do Estado fazer um novo concurso de admissão. “Outra alternativa que já está sendo estudada — e vamos tentar resolver rapidamente — é a realização de um novo certame”, adiantou.

 

Caiado e Jovair  se “unem” contra fusão DEM e PTB

O Democratas decidiu, na última terça-feira, 7, que vai continuar as negociações para a fusão com o PTB. Voto vencido no partido, o senador Ronaldo Caiado foi às redes sociais criticar a decisão do DEM: “A fusão é uma tese imediatista, que vai prejudicar a imagem dos políticos do Democratas”.

Do outro lado, o deputado federal Jovair Arantes — público oposicionista à fusão — também se movimenta contra. O trabalhista ligou para Caiado para contar que o PTB teria “desistido” de prosseguir com as negociações, já que é um partido da base de Dilma.

Ao que se percebe, Caiado e Jovair representam a minoria dentro de seus partidos. Presidente do DEM, José Agripino, garante que o processo segue. O PTB, por meio da dirigente Cristiane Brasil, emitiu nota contradizendo o deputado goiano: “Negociação está mantida”.

 

Quarto ministro eliminado: o PMDB “assume” o País

O senador Aécio Neves (PSDB) deu uma boa definição para o que ocorreu na última semana: “A presidente Dilma fez uma renúncia branca e não exerce mais nenhum papel”.

Após convidar o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, para assumir as Relações Instituicionais do governo, a presidente, mais uma vez, criou uma saia-justa “federal”. O então titular da pasta, Pepe Vargas, ficou sabendo que seria “demitido” — pela mídia — e, claro, não gostou nada da notícia. Resultado: entregou o cargo antes mesmo que a presidente pudesse dizer: “No que se refere à questão”. Pepe já é o quarto a sair.

Foi então que Dilma decidiu entregar, de vez, o País ao PMDB: nomeou o vice, Michel Temer, para o posto, em uma tentativa de acalmar os ânimos do aliado faminto. Com Cunha na Câmara, Calheiros no Senado e Temer na articulação política, nasceu o vice-presidencialismo.

 

Frase da Semana

Maria do Rosario - Foto Gabriela Korossy - Câmara dos Deputados“O senhor passou no psicotécnico? Como passou no concurso para delegado?”

Deputada federal Maria
do Rosário (PT-RS) para o goiano Delegado Waldir (PSDB), durante a CPI da Petrobrás

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