Caos em Goiânia: servidores da Saúde e da Educação entram em greve

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Grevistas no Paço (em cima) e em manifestação contra Câmara | Foto: Facebook; Marcello Dantas

Alexandre Parrode

Mais uma semana, mais problemas para a gestão do prefeito Paulo Garcia (PT). Após lançar uma reforma administrativa que retira vários benefícios e ter orquestrado o “calote” no retroativo da data-base  dos servidores municipais na Câmara, o petista foi respondido com greve na saúde, na educação e também na Guarda Municipal — que acabou por voltar ao trabalho pouco depois.

No entanto professores, diretores, médicos, odontólogos e até o Samu estão de braços cruzados cobrando os direitos retirados pela Prefeitura. De acordo com os sindicatos que representam os grevistas, não há interesse por parte do Executivo em negociação e apenas mudanças em alguns pontos da reforma foram oferecidas pelo prefeito.

Dentre as alterações, está a padronização do quinquênio para todas as categorias com o porcentual de 10%. Conforme o  projeto inicial, o valor estava reduzido a 5%. O documento foi elaborado após reunião com vereadores — e sem alguns sindicatos, reclamam.

Caso o Paço não ceda aos pedidos dos grevistas, estes  garantem que a greve está longe de um fim. O Sindicato Mu­nicipal dos Trabalhadores da Educação (Simsed) afirma que não irá recuar na exigência do retroativo da data-base, do pagamento de titularidades e progressões e dos 30% de gratificação dos auxiliares de atividades educativas. O Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego) exige, além da data-base,  a transição dos contratos de todos os médicos, passando-os de credenciados para Con­tratos por Tempo Determi­nado; o cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Ven­cimentos em relação à progressão verti­cal e horizontal; melhores condições de trabalho e segurança. Até a última sexta, 17, unidades de saúde da capital só atendiam emergência e mais de 200 escolas estavam sem aula — cerca de 56% da rede.

Delegado Waldir vai a Curitiba ouvir presos da Lava Jato

Gostando ou não dele, é inegável a atuação parlamentar do Delegado Waldir (PSDB). Com pouco mais de dois meses na Câmara, o deputado federal mais bem votado de Goiás vem dando o que falar.
O tucano é um dos dez integrantes da CPI da Petrobrás que vai a Curitiba nesta sexta-feira, 24, para ouvir os presos da Operação Lava Jato. A comitiva, liderada pelo presidente Hugo Motta (PMDB-PB), foi anunciada durante sessão na Câmara.

Embora não tenha sido incluído no grupo original, Waldir solicitou que fizesse parte da comitiva e afirmou, inclusive, que arcaria com suas próprias despesas, caso fosse necessário. Eles devem visitar, também, o juiz da operação, Sérgio Moro.

Cunha fraqueja e adia votação da terceirização

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dá sinais de que perde força entre os parlamentares. Jurada para a última semana, a votação das emendas e destaques que visam alterar o texto do projeto de lei que regulamenta a terceirização no Brasil acabou sendo adiada para a quarta-feira, 23.

Mesmo tentando minimizar o ocorrido afirmando que o acordo prevê o compromisso de diversos partidos (entre eles o próprio PT, contrário ao projeto), o entendimento em torno dele já não é mais da maioria e pode até haver uma reviravolta — o que contaria como ponto para o governo federal.

Cunha tem a missão de reorganizar sua ampla base de apoio para, caso não haja consenso, aprovar “na marra” os destaques polêmicos. Sob o preço de perder autoridade na Casa. Sonho dourado do PT.

PT tem segundo tesoureiro preso: João Vaccari Neto

João Vaccari: depois de Delúbio Soares, também vai para a cadeia | Foto: Marcello Camargo/ABr

João Vaccari: depois de Delúbio Soares, também vai para a cadeia | Foto: Marcello Camargo/ABr

O PT conseguiu uma façanha nunca antes vista na história deste País: com a prisão de João Vaccari Neto, conquistou o segundo tesoureiro atrás das grades.

Sucessor do goiano Delúbio Soares, Vaccari foi preso na manhã da última quarta-feira, 15, em casa,  na capital paulista. A prisão do petista faz parte da 12ª fase da Operação Lava Jato.

A Polícia Federal cumpriu também mandado de condução coercitiva contra a mulher do tesoureiro e de prisão temporária contra a cunhada dele, Marice Correa Lima, que é suspeita de envolvimento no petrolão. Ela estava foragida até a última sexta-feira, 17, quando se entregou a polícia.

Vaccari foi denunciado criminalmente como operador de propina do PT no esquema de corrupção e é acusado de receber, pelo partido, um porcentual da diretoria de Serviços da Petro­brás quando a estatal era comandada por Renato Duque.

Novos ministros no Turismo e no Direitos Humanos

A presidente Dilma Rousseff (PT) deu sequência à dança das cadeiras dos ministérios na última semana e empossou, em cerimônias-relâmpago — afinal, já está virando rotina — dois novos auxiliares.
O ex-presidente da Câmara e candidato derrotado ao governo do Rio Grande do Norte em 2014, Henrique Eduardo Alves (PMDB), é o novo titular do  Turismo. Já o ministro demitido via imprensa, Pepe Vargas (que deixou as Rela­ções Institucio­nais) assumiu  a  Secretaria de Di­reitos Hu­manos da Presidência da República.

Ambos discursos foram marcados por “agradecimento” e “compromisso” com a presidente Dilma. A ver quanto tempo duram nas novas funções. É o Big Brother Planalto.

Joaquim de Castro ganha o “passe” para o TCM

Durante sessão extraordinária, no início da noite da última quinta-feira, 16, a Assembleia Legislativa de Goiás votou a favor da indicação do ex-deputado Joaquim de Castro ao cargo de conselheiro do Tribunal de Conta dos Municípios (TCM).

A votação foi realizada por meio de cédulas, após problemas técnicos no placar eletrônico do Plenário. A nomeação foi aprovada por 35 votos, contra 1 contrário.

Ainda na quinta-feira, os deputados Renato de Castro (PT), Lincoln Tejota (PSD) e Sérgio Bravo (Pros) retiraram suas assinaturas do requerimento que indicava o deputado Cláudio Meirelles (PR) ao TCM — que também pleiteava a vaga, mas não tinha aprovação “superior”. Joaquim de Castro passou, naturalmente, a ser o único indicado.

Cláudio Meirelles não ficou nada satisfeito com o ocorrido e está “cuspindo fogo”.

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